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Revisão de compliance e processos internos: crescer com segurança

O quarto trimestre do ano se aproxima, entre oscilações do dólar e a relativa dubiedade em relação às políticas de controle fiscal. Soma-se a isso o verdadeiro mar de micro, pequenas e médias empresas que lutam pela sua sobrevivência em meio à retomada da pandemia. O momento impele o nosso setor a revisar minuciosamente o compliancee os processos internos, evitando maiores riscos de inadimplência em 2022.

Segundo dados internacionais, a indústria global do fomento aumentará a sua fatia de mercado a uma taxa de crescimento anual (CAGR) na ordem de 8,4% entre 2021 e 2028. Outra tendência internacional será o aumento da busca de fontes alternativas de crédito, disponíveis além do sistema convencional, abrindo uma janela de oportunidade ao nosso setor. Em um cenário adverso da economia brasileira, a cautela e o pensamento estratégico de nosso empresariado devem ser redobrados, como nunca.

Há poucos dias, li uma matéria na Revista Veja deste mês que apresentou uma pesquisa realizada pela FintechVadu, com base em dados do Banco Central. O estudo mostrou que a demanda de crédito por pessoa jurídica aumentou 28,3% durante a pandemia, de janeiro de 2020 a junho de 2021 passou de 1,385 trilhão para 1,737 trilhão de reais.

Em tempo, lembro das avaliações que fiz durante a pandemia, em todas as entrevistas que concedi para a mídia e em todas as palestras que ministrei, o quanto o Fomento Comercial está presente na vida dos empresários, ajudando a mover a roda da economia, principalmente, para amenizar os desastrosos efeitos sociais e econômicos que foram gerados pelo Coronavírus. Mesmo com todos os programas de apoio governamentais, alertei que a ajuda não ia chegar a pelo menos 35% de empresas, as que são desbancarizadas. Muitas, de fato, nem têm conta em instituições financeiras convencionais, enquadrando-se nessa classificação, uma vez que são aqueles clientes que os bancos não fazem questão de atender ou conceder crédito.

Já vimos nos principais jornais do Brasil que o aumento da taxa de juros deste ano de 2021 é o maior do país nos últimos 20 anos. Ela vem crescendo desde o mês de março, quando saiu de 2% para chegar aos atuais 6,25% ao ano. Ainda penso que poderá chegar a 8,5% até o final do ano.
A inflação calculada pelo IPCA, segundo dados do IBGE, atinge 10,25% em 12 meses. É a primeira vez em mais de cinco anos que a taxa anual atinge dois dígitos. No mês passado, chegou a 1,16%, sendo a maior para os meses de setembro em 27 anos, ou seja, desde o início do Plano Real, em 1994.

Torna-se imperioso, no momento, que o sistema brasileiro de fomento comercial faça uma atenta revisão de compliance e dos processos internos, a fim de se evitar e mitigar os futuros riscos de inadimplência, uma vez que estamos a navegar em uma conjuntura econômica intrincada. Destarte, reforça-se ainda mais, a necessidade de um setor fortalecido, com o apoio estratégico e de inteligência fornecido pelo nosso SINFAC RS, que em postura de antecipação de cenários, vem oferecendo aos seus Associados os melhores insights do mercado, por meio de palestras e cursos de alto nível, em recorde histórico.